domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio da Silva Ferreira

Guardo esta recordação do momento em que tive a honra de conhecer Eusébio.

"Ao Gabriel
com um
abraço
do
Eusébio"

Até sempre, Eusébio.




sábado, 21 de dezembro de 2013

O que sou

Esforço-me por atingir objectivos mas sou falível,
Interesso-me pelas causas mas disperso-me nos problemas,
Tenho a paciência de um monge mas a fúria de um guerreiro,
Sou tudo aquilo que alcanço mas nunca aquilo que quero.



sábado, 14 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Imaterial da Humanidade


(© TopClinical)

O Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Nairobi, reconheceu, em Novembro de 2010, a importância da Dieta Mediterrânica.

Na referida reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO, o Senhor Embaixador de Portugal junto da UNESCO manifestou a vontade de Portugal em integrar a candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Imaterial da Humanidade, então aprovada para Espanha, Grécia, Itália e Marrocos, garantindo a salvaguarda deste património comum.

Logo desde o início do mandato que a Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território considerou de grande importância o reconhecimento da dieta mediterrânica pela UNESCO. Foi nesse momento que fui envolvido no processo como representante do Gabinete.

Neste sentido, logo em Outubro de 2011 voltámos a reunir a comissão de acompanhamento da candidatura, liderada pelo Ministério, que nomeou representantes das várias entidades envolvidas na candidatura portuguesa: Movimento Mulheres de Vermelho, a Fundação Portuguesa de Cardiologia, a Câmara de Tavira e, também, os Ministérios da Saúde, da Economia, dos Negócios Estrangeiros e da Cultura.

Quando, no início de 2012, surgiu a oportunidade de desempenhar novas funções, a Senhora Ministra pediu-me que garantisse a entrega atempada da candidadura junto da UNESCO antes da mudança.

Foi, nesse sentido, que me mantive em funções até ao fim do processo em que estive envolvido e que culminou no envio da candidatura, através da mala diplomática, no dia 27 de Março de 2012.

Daí que é com especial prazer e orgulho que transcrevo a mensagem do Senhor Embaixador de Portugal junto da UNESCO, que deu entrada na Comissão Nacional da UNESCO no dia 4 de Abril de 2012:

Em nome dos sete países envolvidos, esta Delegação Permanente entregou sexta-feira passada, 30 de Março findo, o dossier da candidatura da Dieta Mediterrânica na secção do Património Imaterial da UNESCO. (…)

Neste momento, apraz-me manifestar o meu reconhecimento pela grande dedicação e sólido profissionalismo demonstrado pelos funcionários que em Portugal participaram neste exercício, em particular o Dr. Jorge Queiroz da Câmara Municipal de Tavira, o Eng.º Vítor Barros e o Dr. Gabriel Barros do MAMAOT e a Dr.ª Clara Cabral da Comissão Nacional da UNESCO.

Independentemente de acertos pontuais e da junção de documentos que habitualmente este Secretariado solicita praticamente até ao final do processo, sem a entrega das pessoas citadas à elaboração desta candidatura e a perfeita coordenação de esforços revelada, não teria sido possível, num tão curto espaço de tempo, adequadamente preparar o conjunto de documentação e suportes mediáticos necessários, pelo que muito agradeceria que este reconhecimento lhes fosse transmitido (…).

Seixas da Costa


Quase dois anos passados, o trabalho desenvolvido por todos os que participaram na preparação da candidatura deu, finalmente, bons frutos!



(Representative List of the Intangible Cultural Heritage of Humanity - Mediterranean diet)


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Malmequer (Fernando Pessoa)



"Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar..."

(Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos - Poema II")

domingo, 2 de junho de 2013

Lisboa (com poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen)


(© Gabriel Osório de Barros) 



Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver

Sophia de Mello Breyner Andresen, "Obra Poética III, Caminho, p.247