O blog "Spes ancora vitae" (A esperança é a âncora da vida) é uma ideia que trago comigo há algum tempo. O objectivo é juntar num blog uma mistura das minhas fotografias, frases famosas, alguns textos meus, músicas e efemérides. No futuro, quem sabe o que poderá ser?...
sábado, 27 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A Ponte
entre o agora e o agora,
entre o que sou e o que és,
a palavra ponte.
entrando nela
entras em ti:
a palavra liga
e fecha como um anel.
de um banco ao outro
há sempre
um corpo longo:
um arco-íris.
dormirei sob as suas cores.
Octavio Paz Lozano (Cidade do México, 31 de Março de 1914 — Cidade do México, 19 de Abril de 1998) foi um poeta, ensaísta, tradutor e diplomata mexicano, notabilizado, principalmente, por seu trabalho prático e teórico no campo da poesia moderna ou de vanguarda. Recebeu o Nobel de Literatura de 1990. Escritor prolífico cuja obra abarcou vários géneros, é considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos.
terça-feira, 16 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Hitler - A premonição de um massacre? / The premonition of a massacre?
Esta imagem está na capa da edição do Diário de Lisboa do dia 14 de Abril de 1933 - há exactamente 80 anos. É, na minha opinião, impressionante, tendo em conta que Hitler apenas chegou ao poder na Alemanha no dia 30 de Janeiro de 1933. Parece uma premonição dos crimes que iriam ser cometidos nos anos seguintes por Hitler (e seu regime) - o Holocausto.
This image is in the cover of the Diário de Lisboa edition of April 14, 1933 - exactly 80 years ago. It is, in my opinion, impressive, considering that Hitler only came to power in Germany in January 30, 1933. It seems a premonition of the crimes that would be committed in subsequent years by Hitler (and his regime) - the Holocaust.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
"Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!"
"Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha."
in Ode Marítima, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
sábado, 9 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
No teu poema...
"No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro."
(de José Luís Tinoco)
"My God, My God" by Hannah Szenes
Hannah Szenes foi poeta e dramaturga, escrevendo tanto em húngaro como em hebraico.
Este é um dos seus mais conhecidos poemas e chama-se Halikha LeKesariya ("Uma caminhada para Cesareia"), comummente conhecido como Eli, Eli ("Meu Deus, Meu Deus"), e foi escrito durante o cativeiro Nazi.
A melodia, bem conhecida, foi composta por David Zahavi. Muitos cantores têm cantado esta melodia, inclusive Ofra Haza, Regina Spektor, e Sophie Milman, tendo sido usada para fechar algumas versões do filme "A Lista de Schindler":
"Meu Deus, Meu Deus, eu rezo para que estas coisas nunca acabem,
A areia e o mar,
O rumor das águas,
A luz dos céus,
A oração do homem."
Este é um dos seus mais conhecidos poemas e chama-se Halikha LeKesariya ("Uma caminhada para Cesareia"), comummente conhecido como Eli, Eli ("Meu Deus, Meu Deus"), e foi escrito durante o cativeiro Nazi.
A melodia, bem conhecida, foi composta por David Zahavi. Muitos cantores têm cantado esta melodia, inclusive Ofra Haza, Regina Spektor, e Sophie Milman, tendo sido usada para fechar algumas versões do filme "A Lista de Schindler":
"Meu Deus, Meu Deus, eu rezo para que estas coisas nunca acabem,
A areia e o mar,
O rumor das águas,
A luz dos céus,
A oração do homem."
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
On accepting you as you are by Johann Wolfgang von Goethe
“If I accept you as you are, I will make you worse; however if I treat you as though you are what you are capable of becoming, I help you become that”
Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
"ORTOGRAFIA - O argumento da uniformização…"
"A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito."
sábado, 16 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz.
Não sinto a brisa mexê-lo.
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trémulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
4-8-1930
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). - 122.
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). - 122.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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