O blog "Spes ancora vitae" (A esperança é a âncora da vida) é uma ideia que trago comigo há algum tempo. O objectivo é juntar num blog uma mistura das minhas fotografias, frases famosas, alguns textos meus, músicas e efemérides. No futuro, quem sabe o que poderá ser?...
sábado, 9 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
"Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores"
"Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores". Esta frase, uma das mais célebres da televisão portuguesa, pertence à peça "As Árvores Morrem de Pé" e é dita quase no final da peça pela fabulosa actriz Palmira Bastos, que faz de protagonista da peça.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Obra de Fernando Pessoa
Aqui vos deixo o link para um interessante site: o "Arquivo Pessoa".
"A base de dados Arquivo Pessoa e o portal MultiPessoa são uma actualização de um cd-rom intitulado MultiPessoa — Labirinto Multimedia, dirigido por Leonor Areal e co-editado em 1997 pela Texto Editora e a Casa Fernando Pessoa."
Como é sabido, a obra de Fernando Pessoa é constituída por inúmeros textos, dispersos uns, organizados outros pelo próprio autor, a maior parte inéditos à data da sua morte. No entanto, a obra possui uma enorme coerência baseada na construção de um universo ficcional ou dramático, cujos intervenientes se assumem como heterónimos — personalidades literárias diferentes entre si. A dificuldade em compreender a obra de F.P. está em ele não ser um só autor, mas «toda uma literatura».
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
São João Bosco
Faz hoje 125 anos que morreu São João Bosco.
“Se queres fazer-te bom pratica apenas três coisas e tudo andará bem. Ei-las: alegria, estudo e piedade.”
(São João Bosco)
O Cardeal-Rei
"D. Henrique I de Portugal (31 de janeiro de 1512 — Almeirim, 31 de janeiro de 1580) foi o décimo-sétimo Rei de Portugal, tendo governado entre 1578 e a sua morte, 1580. Ocasionalmente é chamado de D. Henrique II por alguns autores, em virtude de ser o segundo chefe de estado de Portugal chamado Henrique, tendo-se em linha de conta o Conde D. Henrique, por aqueles chamado de D. Henrique I. É conhecido pelos cognomes de O Casto(devido à sua função eclesiástica, que o impediu de ter descendência legítima), O Cardeal-Rei (igualmente por ser eclesiástico) ou O Eborense / O de Évora (por ter sido também arcebispo daquela cidade e aí ter passado muito tempo, e inclusivamente fundado a primeira Universidade de Évora, entregue à guarda dos Jesuítas), transformando Évora num pólo cultural importante, acolhendo alguns vultos da cultura de então: Nicolau Clenardo,André de Resende, Pedro Nunes, António Barbosa, entre outros."
(Wikipedia)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Fabergé - "Pedro, o Grande"
Um ovo Fabergé com cerca de 110 anos... Uma peça soberba!
"Pedro, o Grande é uma jóia produzida em 1903 sob a supervisão do joalheiro russo Peter Carl Fabergé para o czar Nicolau II, que a deu de presente à sua esposa, Alexandra Feodorovna. Feito em estilo rococó, o ovo comemora duzentos anos da fundação de São Petersburgo (1703).
O ovo contém inscrições em superfícies esmaltadas e é feito de ouro com curvas em relevo preenchidas por rubis e diamantes. Quando aberto, um mecanismo eleva uma miniatura de ouro do monumento a Pedro, o Grande, apoiado por uma pedra de safira."
(Wikipedia)São Tomás de Aquino
“Dá-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, subtileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dá-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.”
(São Tomás de Aquino)
sábado, 26 de janeiro de 2013
Torre Eiffel
"Quanto mais alto se sobe, mais longe é o horizonte."
Vergílio António Ferreira
O outro grande terramoto de Lisboa: 482 anos depois
Em plena época dourada dos Descobrimentos, a 26 de Janeiro de 1531, Lisboa tremeu com a força de um sismo de magnitude entre 7 e 8, na escala de Richter, com epicentro na zona de Santarém e Vila Franca. As suas consequências foram tão desastrosas como o de 1755, com a diferença de que desta vez não houve um maremoto a ajudar à destruição.
Segundo Alexandra Vidal, o terramoto de 1531 “não ficou nada a dever ao de 1755, apenas é menos conhecido porque os testemunhos que existem revelam que de facto existiu um terramoto a 26 de Janeiro de 1531 mas não há descrições pormenorizadas como o de 1755”.
A este respeito, escreveu Garcia de Resende:
«Todos com medo que haviam
deixaram casas, fazendas;
nos campos, praças dormiam
em tendilhões e em tendas,
casas de ramas faziam;
as mais noites velando,
temendo e receando;
porque tremor não cessava;
a gente pasmada andava
com medo, morte esperando».
O Fantasma da Ópera - 25 anos
Faz hoje 25 anos que, no dia 26 de janeiro de 1988, estreou o musical "The Phantom of the Opera", com música de Andrew Lloyd Webber, letras de Charles Hart e Richard Stiloge e encenação de Harold Prince.
Nessa primeira noite, Michael Crawford interpretava a personagem do Fantasma. A inocente Christine era interpretada por uma então jovem soprano, Sarah Brightman.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Luís XVI
Faz hoje 220 anos que foi executado o Luís XVI, Rei de França, um dos acontecimentos mais marcantes da Revolução Francesa.
sábado, 19 de janeiro de 2013
160.º Aniversário da Ópera "Il trovatore"
Há 160 anos, no dia 19 de Janeiro de 1853, estreou no Teatro Apollo a ópera "Il trovatore" (em português, "O trovador"), de Giuseppe Verdi. Esta ópera em 4 actos compõe, juntamente com "Rigoletto" e "La traviata", a chamada "trilogia verdiana", formada pelas óperas mais populares de Verdi. Foi baseada no romance "El Trobador", de Antonio García Gutiérrez.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Maurice Gibb
Faz hoje 10 anos que morreu Maurice Ernest Gibb (Douglas Ilha de Man, 22 de dezembro de 1949 — Miami, 12 de janeiro de 2003). Foi cantor, compositor, pianista, guitarrista, baixista, tecladista, multi-instrumentista britânico, conhecido principalmente por ser um membro dos Bee Gees, um dos grupos de maior sucesso de todos os tempos. Gêmeo de Robin Gibb, Maurice era o mais novo por 35 minutos. Deixo-vos com este "Stayin' Alive"
O processo dos Távora
Faz hoje 254 anos que foram proferidas as sentenças de condenação dos Távora. Um pouco de história para recordar.
(O caso Távora)
Brasão de Armas dos Távoras
O caso Távora
Na noite de 3 de Setembro de 1758, D. José I seguia incógnito numa carruagem que percorria uma rua secundária nos arredores de Lisboa. O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante. Pelo caminho, a carruagem foi interceptada por três homens, que dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e regressaram à Ajuda.
Sebastião de Melo tomou o controle imediato da situação. Mantendo em segredo o ataque e os ferimentos do rei, ele efectuou julgamento rápido. Poucos dias depois, dois homens foram presos e torturados. Os homens confessaram a culpa e que tinham tido ordens da família dos Távoras, que estavam a conspirar pôr o duque de Aveiro, José Mascarenhas, no trono. Ambos foram enforcados no dia seguinte, mesmo antes da tentativa de regicídio ter sido tornada pública. Nas semanas que se seguem, a marquesa Leonor de Távora, o seu marido, o conde de Alvor, todos os seus filhos, filhas e netos foram encarcerados. Os conspiradores, o duque de Aveiro e os genros dos Távoras, o marquês de Alorna e o conde de Atouguia foram presos com as suas famílias. Gabriel Malagrida, o jesuíta confessor de Leonor de Távora foi igualmente preso.
Foram todos acusados de alta traição e de regicídio. As provas apresentadas em tribunal eram simples: a) As confissões dos assassinos executados, b) A arma do crime pertencia ao duque de Aveiro e c) O facto de apenas os Távoras poderem ter sabido dos afazeres do rei nessa noite, uma vez que ele regressava de uma ligação com Teresa de Távora, presa com os outros. Os Távoras negaram todas as acusações mas foram condenados à morte. Os seus bens foram confiscados pela coroa, o seu nome apagado da nobreza e os brasões familiares foram proibidos. A varonia Távora e morgadio foram então transferidos para a casa dos condes de São Vicente.
A sentença ordenou a execução de todos, incluindo mulheres e crianças. Apenas as intervenções da Rainha Mariana e de Maria Francisca, a herdeira do trono, salvaram a maioria deles. A marquesa, porém, não seria poupada. Ela e outros acusados que tinham sido sentenciados à morte foram torturados e executados publicamente em 13 de Janeiro de 1759 num descampado, perto de Lisboa, próximo à Torre de Belém.
A execução foi violenta mesmo para a época, as canas das mãos e dos pés dos condenados foram partidas com paus e as suas cabeças decapitadas e depois os restos dos corpos queimados e as cinzas deitadas ao rio Tejo. O rei esteve presente, juntamente com a sua corte, absolutamente desnorteada. Os Távoras eram seus semelhantes, mas o rei quis que a lição fosse aprendida e para que nunca mais a nobreza se rebelasse contra a autoridade régia.
O palácio do Duque de Aveiro, em Belém, Lisboa foi demolido e o terreno salgado, simbolicamente, para que nunca mais nada ali crescesse. No local, hoje chamado Beco do Chão Salgado, existe um marco alusivo ao acontecimento mandado erigir por D. José com uma lápide que pode ser lida . As armas da família Távora foram picadas e o nome Távora foi mesmo proibido de ser citado.
Gabriel Malagrida foi queimado vivo alguns dias depois e a Companhia de Jesus declarada ilegal. Todos as suas propriedades foram confiscadas e os jesuítas expulsos do território português, na Europa e no Ultramar. A família Alorna e as filhas do Duque de Aveiro foram condenadas a prisão perpétua em mosteiros e conventos.
Sebastião de Melo foi feito Conde de Oeiras pelo seu tratamento competente do caso, e posteriormente, em 1770, obteve o título de Marquês de Pombal, o nome pelo qual é conhecido hoje.
Discussão
A culpa ou inocência dos Távoras é ainda debatida hoje por historiadores portugueses. Por um lado, as más relações entre a alta nobreza e o rei estão bem documentadas. A falta de um herdeiro masculino ao trono era motivo de desagrado para muitos, e o Duque de Aveiro era de facto uma opção.
Por outro lado, alguns referem uma coincidência: com a condenação dos Távoras e dos Jesuítas, desapareceram os inimigos de Sebastião de Melo e a nobreza foi domada. Adicionalmente, os acusados Távoras argumentaram que a tentativa de assassínio de D. José I teria sido um assalto comum, uma vez que o rei viajava sem guarda nem sinais de distinção numa perigosa rua de Lisboa.
Outra pista de suposta inocência é o facto de nenhum dos Távoras ou familiares terem tentado escapar de Portugal nos dias que se seguiram ao atentado.
Consequências
Culpados ou não, as execuções dos Távoras foram um acontecimento devastador para Portugal. A execução de uma família da primeira nobreza constituiu um choque. A futura rainha Dona Maria I ficou muito afectada pelos eventos.
O desprezo da rainha pelo primeiro-ministro de seu pai foi absoluto. Retirou-lhe todos os poderes e expulsou-o de Lisboa. Foi emitido um decreto proibindo a sua presença a uma distância inferior a 20 milhas da capital.
Do total de mais de 400 pessoas citadas, muitas escaparam e fugiram para o Brasil, sendo o caso mais conhecido o misterioso Frei Lourenço, fundador do Convento do Caraça em Minas Gerais.
Mais tarde, depois da governação de "Pombal" o desembargador frei dr. José Ricalde Pereira de Castro, tendo sido o relator do Tribunal revisionista deste processo ("dos Távoras"), por sentença de 23 de Maio de 1781, pronunciou a inocência dos Marqueses de Távora, de seus filhos, do Conde de Atouguia, embora confirmando a culpabilidade do Duque de Aveiro. Mas tal nunca foi confirmado pela rainha D. Maria I.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Blogs do ano 2012
Blogs do ano 2012
Painéis de António Lino
Painéis de António Lino (1966) no Átrio do edifício do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (então chamado Ministério das Corporações e Previdência Social), localizado na Praça de Londres.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2013!
domingo, 30 de dezembro de 2012
147.º Aniversário do Nascimento de Rudyard Kipling
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or, being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;
If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build 'em up with wornout tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on";
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings - nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run -
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man my son!
Rudyard Kipling - Prémio Nóbel da Literatura (1865-1936)
sábado, 29 de dezembro de 2012
53.º Aniversário do Metropolitano de Lisboa
Faz hoje 53 anos que foi inaugurado o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa, em 29 de Dezembro de 1959.
148.º Aniversário do Diário de Notícias
Faz hoje, dia 29 de Dezembro de 2012, 148 anos que foi fundado o Diário de Notícias. Aqui fica a primeira página da primeira edição.
domingo, 23 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
120.º Aniversário de "O Quebra Nozes"
O Quebra-Nozes é um dos três baletts que Tchaikovsky compôs. Foi estreado em 17 de Dezembro de 1892 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, então a capital da Rússia imperial.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Aos homens tu produzes palidezes
(© Gabriel Osório de Barros)
"Aos homens tu produzes palidezes
Da sensação não tristes sempre, a alguns
Um mais acentuado sentimento
De tristeza; mas em mim, ah tarde! trazes,
Em mim m'acordas e m'intensificas
Meu desolado e vago natural.
Qu'importa? Tudo é o mesmo. A mim, quer seja
Manhã inda d'orvalho arrepiada,
Dia, ligeiro em sol, pesado em nuvens
Ou tarde (...)
Ou noite misteriosa e (...)
Tudo, se nele penso, só me amarga
E me angustia.
Tenho no sangue o enigma do universoE o seu pavor que outros não conhecem
E alguns talvez, mas não profundamente.
Só a mim me foi dado sentir sempre.
E se às vezes pareço indiferente
E em mim mesmo calmo, é apenas
O excesso da dor e do horror
Cuja constante (...) me dói."
Fernando Pessoa, Fausto - Tragédia Subjectiva
Unbreakable
"You can do everything you want
It doesn't matter how hard it is
You can do it, you can do it
So please don't mind, close your eyes
Take a trip outside your head
You can give me more
Swim against the stream
Following your wildest dream, your wildest dream"
SinPlus - Unbreakable
Torre de Névoa
(© Gabriel Osório de Barros)
Feita de fumo, névoas e luar,
E pus-me, comovida, a conversar
Com os poetas mortos, todo o dia.
Contei-lhes os meus sonhos, a alegria
Dos versos que são meus, do meu sonhar,
E todos os poetas, a chorar,
Responderam-me então: “Que fantasia,
Criança doida e crente! Nós também
Tivemos ilusões, como ninguém,
E tudo nos fugiu, tudo morreu! ...”
Calaram-se os poetas, tristemente ...
E é desde então que eu choro amargamente
Na minha Torre esguia junto ao céu! ...
Florbela Espanca, "Livro de Mágoas"
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Sorte Grande
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saíste-me a sorte grande
E eu cá vou
Usando os louros deste achado
Contigo de braço dado
Para todo o lado
Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres
Agarrado a ti
Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Meu amor
A roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saíste-me a sorte grande
E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado
Para todo o lado
Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres
Agarrado a ti
Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
(João Só e Abandonados com Lúcia Moniz)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
L'Homme et la mer (O Homem e o Mar)
(© Gabriel Osório de Barros)
Homme libre, toujours tu chériras la mer!
La mer est ton miroir; tu contemples ton âme
Dans le déroulement infini de sa lame,
Et ton esprit n'est pas un gouffre moins amer.
Tu te plais à plonger au sein de ton image;
Tu l'embrasses des yeux et des bras, et ton coeur
Se distrait quelquefois de sa propre rumeur
Au bruit de cette plainte indomptable et sauvage.
Vous êtes tous les deux ténébreux et discrets:
Homme, nul n'a sondé le fond de tes abîmes;
Ô mer, nul ne connaît tes richesses intimes,
Tant vous êtes jaloux de garder vos secrets!
Et cependant voilà des siècles innombrables
Que vous vous combattez sans pitié ni remords,
Tellement vous aimez le carnage et la mort,
Ô lutteurs éternels, ô frères implacables!
Charles Baudelaire, Fleurs du mal
domingo, 2 de dezembro de 2012
Se tanto me dói que as coisas passem...
(© Gabriel Osório de Barros)
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"
Sophia de Mello Breyner Andresen
Les Fenêtres
(Yekini - Olhares)
"Celui qui regarde du dehors à travers une fenêtre ouverte, ne voit jamais autant de choses que celui qui regarde une fenêtre fermée. Il n'est pas d'objet plus profond, plus mystérieux, plus fécond, plus ténébreux, plus éblouissant qu'une fenêtre éclairée d'une chandelle. Ce qu'on peut voir au soleil est toujours moins intéressant que ce qui se passe derrière une vitre. Dans ce trou noir ou lumineux vit la vie, rêve la vie, souffre la vie.
Par delà des vagues de toits, j'aperçois une femme mûre, ridée déjà, pauvre, toujours penchée sur quelque chose, et qui ne sort jamais. Avec son visage, avec son vêtement, avec son geste, avec presque rien, j'ai refait l'histoire de cette femme, ou plutôt sa légende, et quelquefois je me la raconte à moi-même en pleurant.
Si c'eût été un pauvre vieil homme, j'aurais refait la sienne tout aussi aisément.
Et je me couche, fier d'avoir vécu et souffert dans d'autres que moi-même.
Peut-être me direz-vous: «Es-tu sûr que cette légende soit la vraie?» Qu'importe ce que peut être la réalité placée hors de moi, si elle m'a aidé à vivre, à sentir que je suis et ce que suis?"
Charles Baudelaire, Le Spleen de Paris
sábado, 1 de dezembro de 2012
Restauração da Independência
(© Gabriel Osório de Barros)
Sobre o feriado do dia 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência:
«Portugal, avivando e celebrando com mais solemnidade o anniversario da reconquista da sua Independencia em 1640, nem pretende ferir o pundonor da briosa nação hespanhola, nossa amiga e alliada, nem resuscitar os odios que outr'ora inimisaram os dois povos convisinhos.
Não quer repta-la. Não leva a mão á espada. Unicamente aponta para o seu direito, e diz á Europa que está decidido a defende-lo.»
Manifesto dos Quarenta, 1861
A Lizard of the Petrified Forest
(© Gabriel Osório de Barros)
Upon an age-worn, upright stone
Of gems that once had been a part
Of some great tree's rejoicing heart
A Lizard, motionless and lone,
A glowing, living emerald shone
Of such encrusted, radiant sheen,
He reigned the monarch of the scene--
A creature nature's hand had done
When wrought the earth, and air, and sun,
In most harmonious unison.
He viewed us, as we passed him by,
With calm and yet with questioning eye,
But moveless still, as though the stone
Were portion of his being's own,
And voiceless as the forest is,
Whose jewelled ruins all are his.
The desert seemed to hold him there
As one of her supremest fair,
As one to whom our souls should owe
The best that beauty's love can know,
And with her prideful voice to say,
"See how I gem my breast of gray!"
Edward Robeson Taylor (1838-1923)
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